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Google aumenta a aposta no App Engine

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Semana de Google I/O é semana de anunciar novidades no App Engine. Este ano não deixou a desejar. A maior novidade é que o App Engine vai sair da fase beta e se tornar um produto pleno da Google.

Números impressionantes

A equipe do App engine anunciou dados como:

  • 100.000 desenvolvedores ativos usando o produto.
  • 200.000 aplicativos ativos.
  • 1,5 bilhão de páginas exibidas por dia.

Formatura

No segundo semestre de 2011, o App Engine deixará de ser um produto “Preview” para se tornar um produto oficial. Ele vai incorporar as funcionalidades da oferta “App Engine for Business”, que não decolou como eles esperavam, em parte porque o modelo de preços era voltado para usuários internos das empresas, em parte porque o status de beta não dava segurança para investimentos maiores. Entre as funcionalidades que serão incorporadas estão SLA de 99,95%, criptografia SSL, banco de dados SQL, suporte técnico, e garantia de compatibilidade de APIs por 3 anos.

Nova estrutura de preços

A plataforma será cobrada por métricas de uso, e não por aplicativo e por usuário, como na tentativa inicial. Haverá três faixas de preço:

  • Gratuita: sem custo mensal, sem SLA.
  • Paga: 9 dólares por mês por aplicativo. Inclui SLA.
  • Premium: 500 dólares por mês por conta (ou seja, por empresa) mais consumo.

Mais sério

As modalidades gratuita e paga terão cotas muito mais restritivas do que atualmente. Será suficiente para testes de desenvolvimento mas pouco para uso em produção. Na modalidade paga, será possível passar da cota e pagar pelo excesso, mas vai custar mais caro do que custa agora. Ao mesmo tempo estão sendo implantadas fortes restrições para envio de emails pelas contas gratuitas.

Além disso, cai o antigo modelo de métrica por tempo de CPU. A cobrança passará a ser no modelo taxímetro: por hora de instância ativa. O modelo incentiva, através de descontos, reservar instâncias por semana. O uso de serviços passará a ser por chamada, e não por tempo de CPU consumido, o que torna o modelo de preços mais previsível.

As novas modalidades de serviço e políticas de preço dão o tom: ou você usa a sério, ou não usa. Todas essas mudanças são voltadas para atender o novo público-alvo do App Engine: as grandes corporações. Os usuários menores, que ajudaram a testar o serviço, agora vão ter que gastar mais ou migrar suas aplicações.

Novidades

Enquanto a transição para a nova estrutura de serviços e preços está sendo preparada para o segundo semestre, foi liberada hoje a versão 1.5 da plataforma, com muitas novidades:

  • Backends, que são instâncias de longa duração. Neste modelo não há limites para o tempo de processamento de cada requisição. Isto vai permitir criar serviços que façam uso intensivo de processamento.
  • Pull Queues, uma modalidade de uso de fila de mensagens em que o consumidor busca as mensagens da fila, em vez de aguardar que a fila encaminhe as mensagens. A vantagem será uma maior agilidade no processamento das mensagens.
  • REST API para obter mensagens das filas, permitindo que serviços externos sejam integrados a aplicativos do App Engine através do sistema de filas de mensagens.
  • High Replication Datastore como padrão: o mecanismo de armazenamento de dados de alta disponibilidade, que tem um histórico de 99,999% no ar, passa a ser a opção preferencial. Além disso o preço foi reduzido de $0,45 por GB-mês para $0,24 por GB-mês.

Nova linguagem

Além das linguagens Python e Java, o App Engine passa a suportar em caráter experimental a linguagem Go, desenvolvida pela Google. Go é uma linguagem ágil, segura, rápida e que encoraja processamento concorrente. Agora esta nova linguagem poderá ser facilmente utilizada no App Engine, com acesso a uma série de serviços fornecidos pela plataforma. Uma das possíveis aplicações é utilizar a alta velocidade da linguagem para implementar aplicativos que utilizem intensamente a CPU.

  1. func handler(w http.ResponseWriter, r *http.Request) {
  2.     fmt.Fprint(w, "Hello, world!")
  3. }

Conclusão

Após anos de evoluções e ajustes, e após ouvir o feedback de grandes clientes corporativos, a equipe do App Engine está sentindo-se suficientemente confiante para colocar o App Engine em pé de igualdade com as ofertas da Microsoft (Windows Azure) e Amazon (AWS). Enquanto isso outros concorrentes como Oracle, IBM e VMware fortalecem cada vez mais suas ofertas.

Written by Fernando Correia

10/maio/2011 às 20:55

Publicado em Geral

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