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Cloud não é servidor: é serviço

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Na X Conferência Anual de Tecnologias Empresariais promovida pelo Gartner, Gene Phifer, VP Distinguished Analyst na Gartner Research, falou sobre “Cenário do Gartner para a Computação na Nuvem: Separando a Propaganda Enganosa da Realidade”.

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Ele usou a expressão “cloud-washing”, referindo-se à lavagem cerebral, para descrever a estratégia de marketing de fornecedores que vendem tecnologias antigas com o rótulo “nuvem”. Ele lembrou que o Gartner considera computação em nuvem um modelo de computação baseada em serviços, escalável e elástica, compartilhando um conjunto de recursos para obter economia de escala, bilhetada pelo uso, baseada em tecnologias da Internet.

As principais vantagens deste modelo são em primeiro lugar a agilidade para utilizar mais recursos de computação quando necessário, o que é chamado de “cloud bursting”, e em segundo lugar economia de custos, permitindo dimensionar a capacidade pela média de uso, em vez de provisionar pelo pico máximo.

Como disse Gene Phifer, nuvem não é servidor, é serviço.

Se uma oferta não é baseada em um pool de recursos compartilhados, consumido como serviços, em que o cliente pode aumentar ou diminuir o nível de uso conforme a demanda, pagando pelo uso, não é cloud, é cloud-washing.

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Written by Fernando Correia

16/ago/2011 at 22:02

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Computação em nuvem

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O grupo Gartner define computação em nuvem como um estilo de computação em que recursos escaláveis e elásticos habilitados por tecnologia da informação são fornecidos como um serviço para clientes externos utilizando tecnologias da Internet.[1]

Já o NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia) a define como um modelo para habilitar acesso por rede sob demanda e conveniente a um conjunto compartilhado de recursos de computação configuráveis (como redes, servidores, armazenamento, aplicativos e serviços) que possam ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o fornecedor do serviço.[2]

O termo “nuvem” vem da figura em forma de nuvem utilizada para representar a Internet em diagramas e, por associação, passou a ser utilizado para referir-se aos serviços de computação fornecidos através da Internet.[3]

As empresas podem utilizar a computação em nuvem para solicitar e utilizar recursos de computação sob demanda. Por exemplo, se uma empresa tem picos de uso inesperados, a computação em nuvem permite atender a carga de trabalho aumentada sem precisar pagar os custos de uma infraestrutura tradicional de hospedagem durante o ano inteiro.

Os cinco atributos da computação em nuvem, segundo o Gartner, são:

  • Baseada em serviços: Interfaces bem definidas abstraem os detalhes de implementação e permitem automação completa das respostas fornecidas aos consumidores dos serviços. O serviço é projetado para atender a necessidades específicas de um conjunto de consumidores, e a tecnologia é ajustada a esta necessidade, em vez do serviço ser adequado ao modo como a tecnologia funciona.
  • Escalável e elástica: O serviço pode aumentar ou diminuir a capacidade conforme a demanda dos consumidores, de forma completamente automatizada.
  • Compartilhada: Os serviços compartilham um conjunto de recursos para criar economias de escala. Os recursos de TI são utilizados com o máximo de eficiência. Os recursos subjacentes são compartilhados entre os consumidores de serviços.
  • Medida pelo uso: Os serviços são monitorados com medições de uso para permitir diversos modelos de pagamento.
  • Usa tecnologias da Internet: O serviço é fornecido através de identificadores, formatos e protocolos da Internet, tais como URLs, HTTP, IP e REST.

Os serviços de computação em nuvem são oferecidos tipicamente em uma destas camadas:[4]

  • Aplicação: Serviços de aplicação na nuvem, conhecidos como “SaaS” (Software as a Service) fornecem software através da Internet, sem a necessidade de instalar e executar o aplicativo em computadores próprios, e simplificando a manutenção e suporte. Exemplos: Gmail, Sales CloudZoho Projects.
  • Plataforma: Serviços de plataforma na nuvem, ou PaaS (Platform as a Service), fornecem uma plataforma de computação e/ou um conjunto de soluções como serviço, geralmente utilizando infraestrutura na nuvem e sustentando aplicações na nuvem. Eles facilitam o fornecimento de aplicações sem o custo e a complexidade de adquirir e gerenciar as camadas subjacentes de hardware e software. Exemplos: Force.comGoogle App Engine, Windows Azure.
  • Infraestrutura: Serviços de infraestrutura na nuvem, ou IaaS (Infrastructure as a Service) fornecem infraestrutura de computação como serviço. Em vez de comprar servidores, software, hospedagem em datacenter e equipamentos de rede, os clientes adquirem estes recursos como um serviço totalmente terceirizado. Os fornecedores cobram pela quantidade de recursos utilizados. Exemplos: Amazon Elastic Compute Cloud (EC2), Microsoft System Center.

A computação em nuvem é um mercado de 100 bilhões de dólares. É uma revolução que está acontecendo e que gera enormes oportunidades e desafios para clientes, fornecedores e profissionais.

Written by Fernando Correia

21/abr/2011 at 17:03

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