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Definição de computação em nuvem segundo o NIST

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O NIST – National Instutite of Standards and Technology (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia) do Ministério do Comércio americano, publicou em setembro/2011 a versão definitiva da sua definição de computação em nuvem.

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Esta definição é uma referência por ter sido amplamente revisada pela comunidade durante anos, em um processo que gerou 15 versões intermediárias.

O seu propósito é servir para comparações entre serviços na nuvem e estratégias de implantação, e fornecer uma referência para debates sobre a computação em nuvem e suas aplicações.

A definição do NIST de computação em nuvem

A computação em nuvem é um modelo para habilitar o acesso por rede ubíquo, conveniente e sob demanda a um conjunto compartilhado de recursos de computação (como redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços) que possam ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviços.

Características essenciais

  • Auto-serviço sob demanda: O consumidor pode provisionar por conta própria recursos de computação, como tempo de servidor e armazenamento em rede, automaticamente e conforme necessário, sem necessitar intervenção humana dos provedores de serviços.
  • Amplo acesso por rede: Os recursos estão disponíveis através da rede e são acessados através de mecanismos padronizados que promovem o uso por dispositivos clientes leves ou ricos de diversas plataformas (como smartphones, tablets, laptops ou desktops).
  • Agrupamento de recursos: Os recursos de computação do provedor são agrupados para atender a múltiplos consumidores em modalidade multi-inquilinos, com recursos físicos e virtuais diferentes dinamicamente atribuídos e reatribuídos conforme a demanda dos consumidores. Há uma certa independência de localização geográfica, uma vez que o consumidor em geral não controla ou conhece a localização exata dos recursos fornecidos (como armazenamento, processamento, memória e comunicação de rede), mas pode ser capaz de especificar a localização em um nível de abstração mais alto (como país, estado ou datacenter).
  • Elasticidade rápida: Os recursos podem ser provisionados e liberados elasticamente, em alguns casos automaticamente, para rapidamente aumentar ou diminuir de acordo com a demanda. Para o consumidor, os recursos disponíveis para provisionamento muitas vezes parecem ser ilimitados e podem ser alocados em qualquer quantidade e a qualquer tempo.
  • Serviço mensurado: Os sistemas na nuvem automaticamente controlam e otimizam o uso dos recursos através de medições em um nível de abstração apropriado para o tipo de serviço (como armazenamento, processamento, comunicação de rede e contas de usuário ativas). A utilização de recursos pode ser monitorada, controlada e informada, gerando transparência tanto para o fornecedor como para o consumidor do serviço utilizado.

Modalidades de serviço

  • Software como Serviço (SaaS – Software as a Service): O recurso fornecido ao consumidor é o uso de aplicações do fornecedor executando em uma infraestrutura na nuvem. As aplicações podem ser acessadas por vários dispositivos clientes através de interfaces leves ou ricas, tais como um navegador web (como em e-mail baseado na web), ou por uma interface de programação. O consumidor não gerencia nem controla a infraestrutura na nuvem subjacente, incluindo rede, servidores, sistemas operacionais, armazenamento, ou mesmo recursos individuais da aplicação, com a possível exceção de configurações limitadas por usuário.
  • Plataforma como Serviço (PaaS – Platform as a Service): O recurso fornecido ao consumidor é instalar na infraestrutura na nuvem aplicativos criados ou adquiridos pelo consumidor, desenvolvidos com linguagens de programação, bibliotecas, serviços e ferramentas suportados pelo fornecedor ou compatíveis. O consumidor não gerencia nem controla a infraestrutura na nuvem subjacente incluindo rede, servidores, sistema operacional ou armazenamento, mas tem controle sobre as aplicações instaladas e possivelmente configurações do ambiente de hospedagem de aplicações.
  • Infraestrutura como Serviço (IaaS – Infrastructure as a Service): O recurso fornecido ao consumidor é provisionar processamento, armazenamento, comunicação de rede e outros recursos de computação fundamentais nos quais o consumidor pode instalar e executar softwares em geral, incluindo sistemas operacionais e aplicativos. O consumidor não gerencia nem controla a infraestrutura na nuvem subjacente mas tem controle sobre os sistemas operacionais, armazenamento, e aplicativos instalados, e possivelmente um controle limitado de alguns componentes de rede (como firewalls).

Nota: Uma infraestrutura na nuvem é o conjunto de hardware e software que habilita as cinco características essenciais da computação em nuvem. A infraestrutura na nuvem é composta por uma camada física e uma camada de abstração. A camada física consiste dos recursos de hardware que suportam os serviços na nuvem sendo oferecidos, e geralmente inclui servidores, armazenamento e rede. A camada de abstração consiste do software instalado sobre a camada física, através do qual as cinco características essenciais da nuvem se manifestam. Conceitualmente, a camada de abstração assenta-se sobre a camada física.

Modalidades de instalação

  • Nuvem privada: A infraestrutura na nuvem é provisionada para uso exclusivo por uma única organização composta de diversos consumidores (como unidades de negócio). A sua propriedade, gerenciamento e operação podem ser da organização, de terceiros ou de uma combinação mista, e pode estar dentro ou fora das instalações da organização.
  • Nuvem comunitária: A infraestrutura na nuvem é provisionada para uso exclusivo por uma determinada comunidade de consumidores de organizações que têm interesses em comum (de missão, requisitos de segurança, políticas, observância de regulamentações). A sua propriedade, gerenciamento e operação podem ser de uma ou mais organizações da comunidade, de terceiros ou de uma combinação mista, e pode estar dentro ou fora das instalações das organizações participantes.
  • Nuvem pública: A infraestrutura na nuvem é provisionada para uso aberto ao público em geral. A sua propriedade, gerenciamento e operação podem ser de uma empresa, uma instituição acadêmica, uma organização do governo, ou de uma combinação mista. Ela fica nas instalações do fornecedor.
  • Nuvem híbrida: A infraestrutura na nuvem é uma composição de duas ou mais infraestruturas na nuvem (privadas, comunitárias ou públicas) que permanecem entidades distintas, mas são interligadas por tecnologia padronizada ou proprietária que permite a comunicação de dados e portabilidade de aplicações (como transferência de processamento para a nuvem para balanceamento de carga entre nuvens).

Traduzido por Fernando Correia.

Written by Fernando Correia

21/nov/2011 at 14:25

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Serviços para aplicativos móveis

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Computação em nuvem e mobilidade são duas tecnologias que estão se desenvolvendo muito rapidamente e que têm bastante sinergia entre si. Uma tendência muito forte no desenvolvimento de aplicativos móveis tem sido a “retaguarda como serviço”. Várias empresas perceberam que os desenvolvedores precisam incorporar aos seus aplicativos funcionalidades que os clientes esperam, tais como autenticação, compras, armazenamento de dados, notificação e integração.

Isso é um desvio do foco das empresas desenvolvedoras de aplicativos móveis, que precisam se concentrar nas tecnologias de desenvolvimento para os dispositivos e no design da interface com o usuário, e muitas vezes não contam com profissionais experientes no desenvolvimento de serviços de retaguarda.

Em um momento em que está cada vez mais difícil recrutar talentos de TI, toda ajuda é bem-vinda para acelerar o time-to-market. Estes são alguns dos principais serviços que se propõem a resolver este problema:

appMobi

appmobiappMobi, além de auxiliar no desenvolvimento de aplicativos móveis, oferece um conjunto de serviços que podem ser integrados a estes aplicativos: autenticação, compras, notificações, estatísticas de uso e atualização do aplicativo.

iCloud

icloudiCloud é um serviço para armazenamento e recuperação de conteúdo a partir de diversos dispositivos. Pode ser utilizado para armazenar dados digitais como músicas, fotos, aplicativos, mensagens, compromissos, contatos, documentos e outros.

Kinvey

kinveyKinvey é um serviço para armazenamento e recuperação de dados na nuvem. O desenvolvedor do aplicativo modela visualmente o banco de dados e o serviço gera as APIs e bibliotecas para acessar os dados a partir de qualquer plataforma móvel ou Web.

Parse

parseParse oferece serviços de persistência de dados, sincronização, notificações, integração com redes sociais e gerenciamento de usuários.

SimpleGeo

simplegeoSimpleGeo facilita o desenvolvimento de aplicativos cientes da localização geográfica. Fornece serviços como base de dados geográfica na nuvem, informação contextual baseada em localização, catálogo de negócios e pontos de interesse.

StackMob

StackMobStackMob fornece serviços de armazenamento e recuperação de dados, lógica de negócio, notificação, integração com redes sociais, autenticação, estatísticas de uso e monetização.

Urban Airship

airshipUrban Airship oferece serviços de notificação, estatísticas de uso, compras e cobrança recorrente.

 

 

Written by Fernando Correia

24/ago/2011 at 17:10

Globalweb Corp apostando no futuro da nuvem

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O Grupo TBA, um dos principais conglomerados de tecnologia da informação do Brasil, e a Benner, terceira maior fornecedora nacional de software de gestão empresarial, criaram uma joint-venture chamada Globalweb Data Services Corp.

Globalweb

Conforme divulgado pela empresa, a Globalweb Corp já começa com uma equipe de 1.500 colaboradores distribuídos em três divisões de negócios:

  • Aplicativos de gestão empresarial;
  • Outsourcing e serviços gerenciados de TI;
  • Comercialização e desenvolvimento de soluções na plataforma Microsoft.

Um dos grandes objetivos é liderar a oferta de soluções de computação em nuvem, com destaque para software como serviço (SaaS). Esta modalidade de contratação substitui o modelo tradicional de licença de uso, fornecendo o software na forma de serviço através da Internet. Para garantir a qualidade dos serviços, a Globalweb utilizará tanto a plataforma Windows Azure, da Microsoft, quanto um datacenter próprio, em parceria com a Coresite, nos Estados Unidos.

Segundo informações da imprensa, a Globalweb Corp irá credenciar desenvolvedores de aplicativos, após uma qualificação técnica, para oferecer seus produtos na nuvem. O grande diferencial será um portfólio de soluções prontas para a nuvem, criado a partir de um ecossistema para atrair empresas desenvolvedoras de software.

“Queremos trabalhar com pequenas empresas e mostrar a solução deles na nuvem. Termos software disponível é um diferencial na nossa briga pela liderança do mercado de cloud,” informa Severino Benner, presidente da Globalweb Corp.

Transparência: o autor deste artigo é colaborador da Globalweb Corp.

Written by Fernando Correia

22/ago/2011 at 22:58

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Cloud não é servidor: é serviço

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Na X Conferência Anual de Tecnologias Empresariais promovida pelo Gartner, Gene Phifer, VP Distinguished Analyst na Gartner Research, falou sobre “Cenário do Gartner para a Computação na Nuvem: Separando a Propaganda Enganosa da Realidade”.

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Ele usou a expressão “cloud-washing”, referindo-se à lavagem cerebral, para descrever a estratégia de marketing de fornecedores que vendem tecnologias antigas com o rótulo “nuvem”. Ele lembrou que o Gartner considera computação em nuvem um modelo de computação baseada em serviços, escalável e elástica, compartilhando um conjunto de recursos para obter economia de escala, bilhetada pelo uso, baseada em tecnologias da Internet.

As principais vantagens deste modelo são em primeiro lugar a agilidade para utilizar mais recursos de computação quando necessário, o que é chamado de “cloud bursting”, e em segundo lugar economia de custos, permitindo dimensionar a capacidade pela média de uso, em vez de provisionar pelo pico máximo.

Como disse Gene Phifer, nuvem não é servidor, é serviço.

Se uma oferta não é baseada em um pool de recursos compartilhados, consumido como serviços, em que o cliente pode aumentar ou diminuir o nível de uso conforme a demanda, pagando pelo uso, não é cloud, é cloud-washing.

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Written by Fernando Correia

16/ago/2011 at 22:02

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Citrix adquire Cloud.com

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A Citrix, que oferece produtos de virtualização de desktops e servidores e soluções para computação em nuvem, adquiriu a Cloud.com, que desenvolve o CloudStack, uma solução de IaaS (infraestrutura como serviço) para orquestração e administração de serviços na nuvem utilizada por clientes como Zynga  e GoDaddy. A Citrix também passou a patrocinar o projeto cloudstack.org, que oferece esta plataforma sob licença de software livre.

cloud-com-logo

A Citrix é um dos principais patrocinadores da plataforma de nuvem OpenStack e havia anunciado o projeto Olympus para criar uma plataforma como serviço integrando o XenServer ao OpenStack. Esta iniciativa deverá continuar, e a solução da Cloud.com deverá ser compatível com a plataforma OpenStack. A aquisição da Cloud.com é uma estratégia para ganhar ao menos um ano, oferecendo ao mercado uma solução de IaaS já madura e confiável, enquanto continua investindo na plataforma OpenStack.

Com estas movimentações, a Citrix está se posicionando para oferecer alternativas competitivas às soluções de virtualização e computação em nuvem da VMware, Amazon e Microsoft, com o diferencial de utilizar plataformas abertas.

Written by Fernando Correia

12/jul/2011 at 23:59

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Computação em nuvem

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O grupo Gartner define computação em nuvem como um estilo de computação em que recursos escaláveis e elásticos habilitados por tecnologia da informação são fornecidos como um serviço para clientes externos utilizando tecnologias da Internet.[1]

Já o NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia) a define como um modelo para habilitar acesso por rede sob demanda e conveniente a um conjunto compartilhado de recursos de computação configuráveis (como redes, servidores, armazenamento, aplicativos e serviços) que possam ser rapidamente provisionados e liberados com o mínimo de esforço de gerenciamento ou interação com o fornecedor do serviço.[2]

O termo “nuvem” vem da figura em forma de nuvem utilizada para representar a Internet em diagramas e, por associação, passou a ser utilizado para referir-se aos serviços de computação fornecidos através da Internet.[3]

As empresas podem utilizar a computação em nuvem para solicitar e utilizar recursos de computação sob demanda. Por exemplo, se uma empresa tem picos de uso inesperados, a computação em nuvem permite atender a carga de trabalho aumentada sem precisar pagar os custos de uma infraestrutura tradicional de hospedagem durante o ano inteiro.

Os cinco atributos da computação em nuvem, segundo o Gartner, são:

  • Baseada em serviços: Interfaces bem definidas abstraem os detalhes de implementação e permitem automação completa das respostas fornecidas aos consumidores dos serviços. O serviço é projetado para atender a necessidades específicas de um conjunto de consumidores, e a tecnologia é ajustada a esta necessidade, em vez do serviço ser adequado ao modo como a tecnologia funciona.
  • Escalável e elástica: O serviço pode aumentar ou diminuir a capacidade conforme a demanda dos consumidores, de forma completamente automatizada.
  • Compartilhada: Os serviços compartilham um conjunto de recursos para criar economias de escala. Os recursos de TI são utilizados com o máximo de eficiência. Os recursos subjacentes são compartilhados entre os consumidores de serviços.
  • Medida pelo uso: Os serviços são monitorados com medições de uso para permitir diversos modelos de pagamento.
  • Usa tecnologias da Internet: O serviço é fornecido através de identificadores, formatos e protocolos da Internet, tais como URLs, HTTP, IP e REST.

Os serviços de computação em nuvem são oferecidos tipicamente em uma destas camadas:[4]

  • Aplicação: Serviços de aplicação na nuvem, conhecidos como “SaaS” (Software as a Service) fornecem software através da Internet, sem a necessidade de instalar e executar o aplicativo em computadores próprios, e simplificando a manutenção e suporte. Exemplos: Gmail, Sales CloudZoho Projects.
  • Plataforma: Serviços de plataforma na nuvem, ou PaaS (Platform as a Service), fornecem uma plataforma de computação e/ou um conjunto de soluções como serviço, geralmente utilizando infraestrutura na nuvem e sustentando aplicações na nuvem. Eles facilitam o fornecimento de aplicações sem o custo e a complexidade de adquirir e gerenciar as camadas subjacentes de hardware e software. Exemplos: Force.comGoogle App Engine, Windows Azure.
  • Infraestrutura: Serviços de infraestrutura na nuvem, ou IaaS (Infrastructure as a Service) fornecem infraestrutura de computação como serviço. Em vez de comprar servidores, software, hospedagem em datacenter e equipamentos de rede, os clientes adquirem estes recursos como um serviço totalmente terceirizado. Os fornecedores cobram pela quantidade de recursos utilizados. Exemplos: Amazon Elastic Compute Cloud (EC2), Microsoft System Center.

A computação em nuvem é um mercado de 100 bilhões de dólares. É uma revolução que está acontecendo e que gera enormes oportunidades e desafios para clientes, fornecedores e profissionais.

Written by Fernando Correia

21/abr/2011 at 17:03

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